A exaustão na maternidade: quem cuida também precisa de cuidados

A maternidade sempre tão idealizada social e culturalmente, exige de nós (mulheres/mães) uma sobre carga de responsabilidades no qual muitas vezes não somos preparadas para suportar. Um lugar tão cheio idealizações, mas muitas vezes invisibilizado.


Nessa idealização de maternidade perfeita, esqueceram de nos falar sobre as dores do parto, das noites sem dormir, do quanto amamentar doi, das dificuldades em conciliar os papéis de mulher e mãe com a vida profissional, talvez nunca nos disseram de todas as renúncias que teríamos que fazer com a maternidade, muitas vezes renunciar a nós mesmos.


É tão importante falarmos sobre essa outra face da maternidade, uma vez que ela costuma ser ocultada pelas próprias mulheres, mas principalmente considerando que ela vai interferir diretamente na versão da maternidade sublime, repleta de amor, carinho, cuidados e entrega pelos nossos filhos.


Desconstruir essa maternidade idealizada para dar lugar a maternidade real, composta de desafios diários, de erros e acertos é abrir um espaço de acolhimento e empatia para as mães, que muitas vezes carregam a culpa de não dar conta de tudo o tempo todo, sem ao menos saber que elas não precisam dar conta de tudo, e não há nada de errado nisso.


A maternidade real é construída por mulheres que estão aprendendo no dia a dia a ser a Melhor Mãe que elas conseguem ser naquele momento e não a mãe perfeita imposta socialmente.


E a melhor forma de legitimar a maternidade real é dar voz para essa montanha russa de sentimentos que é a maternidade, com muito respeito e amor por essas mães.


Daniele Morais

Psicóloga CRP 04/48118


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