Aliança Terapêutica

A relação terapêutica tem sido considerada um componente primário diretamente relacionado à eficácia da psicoterapia. Para Judith Beck, na Terapia Cognitivo-Comportamental “a eficácia das técnicas depende do relacionamento entre terapeuta e paciente... O relacionamento requer calor, empatia apurada e genuinidade por parte do terapeuta. Sem esses, a terapia torna-se orientada por truques” ⠀

Durante o processo psicoterapêutico, o terapeuta deve ter, além do conhecimento técnico, habilidades interpessoais como respeito, consideração, envolvimento e empatia. A aliança terapêutica é tão importante para o psicólogo quanto para o paciente, uma relação terapêutica não vinculada pode impedir que terapeuta observe e analise problemas que surgem na terapia. Alguns pacientes difíceis podem desencadear no terapeuta reações negativas que são mais comuns do que se reconhece. Essas respostas podem ter um impacto nocivo na autoestima dos pacientes, impedindo o progresso terapêutico. ⠀

A dificuldade na manutenção do vínculo terapêutico pode ocorrer especialmente em situações de conflito, nas quais as manifestações emocionais costumam se exceder e exigem um nível maior de autocontrole do terapeuta. A dificuldade do terapeuta em manter uma postura empática pode, em determinados momentos da terapia, comprometer a aliança e, consequentemente, o progresso terapêutico. ⠀

Uma postura empática por parte do psicólogo promove efeitos positivos, sendo capaz de reduzir as queixas, a raiva e a probabilidade de rompimento. Por isso, em situações de conflito, é importante que o psicoterapeuta procure compreender as razões do comportamento do paciente a fim de facilitar um diálogo de entendimento.⠀

Fonte: Scielo


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