ALMA GÊMEA Afinal, como saber se é a pessoa certa para passar a vida junto?


Por Psicólogo Felipe S. Rosenberg @DescobrindooSentido

Convenhamos, relacionar-se não é fácil, encontrar a alma gêmea mais ainda. Vivemos em uma sociedade de contrastes, que prega no discurso que devemos ser felizes, conectados conosco mesmos, mas nas entrelinhas o que mais vemos são discursos de desconexão, discursos para ficarmos insatisfeitos com nós mesmos: que nunca somos suficientes, nunca nos bastamos e quando nos bastamos é colocando o outro para baixo, uma busca pelo prazer as últimas consequências, uma luta de egos constante de quem é o melhor, não é?.

Pois é? E como isso se dá? Na adolescência, em especial, período de formação de nossa identidade, valor, integridade, caráter, definição de propósitos e sonhos de futuro, invés de ser um período de desenvolvimento pessoal, acadêmico, espiritual, é um período “aborrecente” de insatisfação por tudo e falta de sentido a mil, falta de autoestima, sentimento de incapacidade e de pressão a todo custo para seguir um modelo de sociedade que “precisamos ter” alguém para “nos completar”, para sermos felizes né? Se o outro está para me completar, o que será de mim sem ele(a)? Será que o mais importante na escola é ficar com alguém ou desenvolver-se e posteriormente buscar alguém para me complementar, agregar, ser parceira(o) na vida?

Vem sendo comum na psicoterapia online aparecerem pessoas feridas, machucadas de relacionamentos anteriores, traumatizadas dizendo que todo homem é igual, com dificuldade de estar em uma relação ao não conseguir se desapegar da outra(o). O que fazer, Felipe? O que seria uma visão psicoterapêutico-espiritual para encontrar a pessoa certa para passar a vida, a tão almejada alma gêmea?

Diz o ditado popular: o amor cega e o casamento desperta. Espiritualmente falando, uma saída é ir pelo contrário, invés de prezar pela “relação íntima com o outro” para conhecer-se depois, orienta-se prezar-se primeiro pela construção de uma relação profunda consigo mesmo para então conhecer o outro (valores, projetos, sonhos) para ver se ambos complementam em uma vida a dois, para depois, depois, juntos, irem descobrindo suas afinidades no “relacionamento íntimo”. Como dizem as pesquisas, mais importante que a afinidade “íntima com o outro”, o que determina um relacionamento para uma vida é a afinidade de valores, ideias, acordos, pensamentos e projetos de vida em comum.

Em uma parábola, reflexão das festividades judaicas: no mês de elul conheço a mim mesmo; em Rosh Hashaná conheço a pessoa e tomo consciência de quem ela é e quem sou; em Yom Kippur, noivamos, elaboramos a vida a dois, peço perdão a mim mesmo e ao outro; em Sucot casamos na chuppah/cabana; Simchat Torah festejo e Chanukah colocamos em prática a vida a dois!

Logo, afinal, como descobrir tal afinidade? Como saber se o outro me complementa? É minha alma gêmea, Felipe? Eis uma boa questão, para complementar preciso me conhecer, saber quem sou (valores, objetivos de vida, defeitos e qualidades), saber viver comigo mesmo e responder a questão: Eu me relacionaria comigo mesmo? Sim, bora lá! Não, me relacionaria comigo mesmo? Borá lá, vamos juntos trabalhar essa carência e/ou dependência emocional e transformar em inteligência emocional para lidar comigo e o outro, seja ele do trabalho ou do relacionamento que queremos para nossas vidas!


Por FELIPE S. ROSENBERG. PSICOLÓGO, COACH E MEDIADOR DE CONFLITOS


Instagram https://tinyurl.com/y5fvc5eu

Facebook https://tinyurl.com/yykvakl9

Youtube https://tinyurl.com/y4pualvn

Spotify https://tinyurl.com/y6ao8unb

Whats App https://tinyurl.com/yypub5rd

18 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

2019-2020 © TherAppy | Termos de Uso