Ansiedade e depressão na adolescência em tempos de pandemia

O distanciamento social tem se mostrado um dos meios de impedir a propagação do novo coronavírus. Ficar em casa impôs uma nova forma de viver e se relacionar, o prolongamento e a incerteza do fim do distanciamento podem gerar ansiedade, angústia, estresse e depressão, nos adolescentes, que tiveram de se afastar de sua rede socioafetiva: amigos, colegas de escola, pessoa amada e familiares. Por isso, é essencial manter uma estrutura e uma rotina diária para permanecer a estabilidade emocional. Os hábitos sociais e emocionais saudáveis são importantes para o bem-estar mental dos adolescentes, pois traz tranquilidade neste momento de incertezas e facilitará o retorno às atividades rotineiras ao final do distanciamento social. As profundas transformações vividas pelos adolescentes provocam neles uma ansiedade e um sentimento de inquietação, de estranheza em relação a sua existência. Eles sentem-se desajeitados, sem controle sobre o seu corpo e a sua sexualidade. Toda mudança gera ansiedade, um transtorno psicológico que pode causar sentimentos de insegurança ou medo, uma expectativa de que nada vai dar certo.

A síndrome do pânico é um transtorno de ansiedade mais comum, em que o paciente poderá apresentar sintomas mais específicos, como: sensação de morte, nervosismo constante, vertigens de tonturas, negativismo, dificuldades de concentração, medo, dificuldades para dormir e alimentar. A ansiedade excessiva deve ser tratada para não desencadear outros transtornos mentais, como a depressão.

A depressão afeta negativamente a saúde mental dos adolescentes, a maneira de como se sente, como pensa e como age. Pode levar a uma variedade de problemas emocionais e físicos podendo diminuir a capacidade de manter suas atividades normais. Importante expor, que a depressão tem sintomas diferentes, dependendo de cada pessoa, alguns são mais comuns e ajudam a identificar quando alguém está depressivo, como: problemas de concentração, falta de interesse nas atividades que antes lhe davam prazer, angústia, irritabilidade, sensação de vazio, aumento ou perda do apetite.....

O tratamento mais adequado vai depender do seu quadro clínico, o qual só pode ser avaliado por um profissional da saúde mental.


Se você não se expressar você adoece. Falar é o melhor remédio! Vamos conversar?


Priscila Aparecida de Sousa CRP- 04/57290

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