Autoestima na adolescência


Esse é um tema bem delicado e complexo. Afinal, por que é tão comum nossos adolescentes apresentarem baixa autoestima ?



Primeiramente é necessário compreender como é possível construir uma boa imagem de si mesmo. Isso parte do nosso próprio julgamento, das nossas percepções sobre nós mesmos.


Sendo assim, se a autoestima parte dos julgamentos que temos de nós mesmos, é preciso ter como ponto de partida, bons julgamentos e muitas vezes nossos jovens utilizam como ponto de partida a comparação, que pode vim pela mídia ou até mesmo, dentro do vínculo familiar.



É preciso olhar para si e se julgar bom, confiante, amadx, respeitadx, entre outros. Mas quando somos muito jovens, ainda não temos uma caminhada, composta por vivências que permitam a construção desses valores de uma forma concreta. Fazendo com que a boa autoestima fique falha, já que ao olhar para as próprias conquistas e lutas, fique mais aparente os defeitos, reprovações, julgamentos e críticas, até mesmo dos pais.



Para pais, mães e responsáveis: fiquem atentos às críticas, muitas vezes elas acabam sendo voltadas para que os filhos atendam suas expectativas e padrões. Isso não irá acontecer, e quanto mais cobranças a respeito disso, menos esse jovem se sentirá capaz de fazer e dar conta. Consequente, ele se sentirá mais frustrado e acabará diminuindo mais ainda essa autoestima.


Jovem, esse ciclo de cobranças baseadas em expectativas e padrões, além das comparações que ocorrem com a mídia ( lembrem-se, ninguém fala dos reias problemas que enfrentam na vida nas mídias sociais, é apenas a parte boa que traz likes 😉 ), precisa ser quebrado.



Para todos: os nossos adolescentes precisam ser orientados a fazerem as melhores escolhas, precisam vivênciar as consequências das mesmas e acima de tudo, mostrar que as comparações na verdade distorcem a realidade e que é preciso olhar para si para construir uma boa autoestima 😉



O processo terapêutico com adolescentes é capaz de ressignificar essas regras, muitas vezes impostas socialmente, além de orientar os pais e responsáveis em como poder ajudar de maneira sábia e compreensiva neste momento de construção da autoestima e amadurecimento.

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