CARTA ABERTA PARA A INSEGURANÇA...


ūüďß Voc√™ faz eu sentir que o mundo inteiro est√° mais preparado do que eu para ser pessoa. Que as pessoas sabem sentir e reagir ao mundo de uma forma mais natural que eu. Minha forma de sentir a vida parece ter um certo n√≠vel de desajuste, principalmente quando vejo como √© a vida dos outros. Essa inseguran√ßa de me sentir menor, de n√£o me sentir digno o suficiente para me ser plenamente, n√£o √© de hoje. Tenho vasculhado meu passado como um paleont√≥logo que procura f√≥sseis de dinossauros, e o que tenho descoberto √© muito revelador. Eu encontrei m√°goas enterradas nas profundezas da minha alma, palavras que eu varri para debaixo do tapete quando n√£o tinha amor pr√≥prio o suficiente para me defender, e essas palavras calcificaram na forma como eu me vejo: Fr√°gil, indigno, menor, sujo, pecador. Encontro essas m√°goas fossilizadas que eu nem sabia que existiam, e tudo se torna mais claro. N√£o pretendo fazer um museu com isso, vou jogar tudo fora, pois eu sou o crit√©rio de minha sele√ß√£o natural. Eu s√≥ quero deixar seguir a gen√©tica do que me fortalece, do que aumenta meu amor pr√≥prio e do que faz expandir o brilho que trago no peito. Querida inseguran√ßa, eu vou continuar cavando, vou encontrar cada peda√ßo de passado que faz eu me sentir assim e eliminar de vez de minha linha evolutiva. Minhas dores passadas, as palavras cheias de espinhos que permiti serem jogadas em meu campo existencial, tudo o que me impede de avan√ßar ser√° transformado em petr√≥leo para queimar como combust√≠vel. Eu comecei a me descobrir agora, e n√£o vou parar at√© encontrar todas as pe√ßas desse esqueleto em meu arm√°rio. Cada peda√ßo de m√°goa que eu encontro e jogo fora me faz perceber que n√£o tem nada de errado comigo, e que eu sou completamente digno de me ser, assim como todo mundo √©. Querida inseguran√ßa, seus dias est√£o contados, porque meu amor pr√≥prio √© irresist√≠vel e inevit√°vel

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