Entendendo o que é procrastinação.

Quem nunca deixou uma tarefa para fazer depois mesmo quando poderia ter feito na mesma hora?

O comportamento de procrastinar pode estar presente em diversos ambientes, tanto na educação, saúde, trabalho e outros. Quem nunca pensou “Por que eu não faço logo isso invés de ficar adiando?”. Quando procrastinamos nosso comportamento está sob controle de diversas variáveis. É importante ressaltar que o procrastinar não é necessariamente uma característica generalizada, isto é, um indivíduo pode procrastinar em determinados ambientes e não em outros. Geralmente nós costumamos a procrastinar atividades que não são tão prazerosas no momento. Ou seja, porque eu vou estudar, se eu posso ficar deitada? O reforçador de ficar deitada é muito mais atraente do que me levantar para estudar algo (mesmo que eu goste muito daquele conteúdo). Ou seja, não significa que toda atividade que eu procrastino seja algo que eu não gosto de fazer, mas significa que naquele momento o meu comportamento está sob controle de outros reforçadores. Por exemplo, se eu preciso estudar para uma prova que é daqui a duas semanas, e a possibilidade de ficar assistindo série é algo que eu posso fazer agora e vai me proporcionar um prazer a curto prazo, então é possível que eu troque o estudar por assistir série no netflix. Mas e se a prova fosse amanhã? O reforçador de ter que tirar notas boas é maior do que assistir series no netflix. É preciso avaliar perdas e ganhos em se manter na atividade, as possíveis consequências de cada escolha e, principalmente, avaliar e investir no envolvimento em atividades mais reforçadoras. Segundo Skinner (2003) atividades mais reforçadoras, são aquelas que aumentam a probabilidade de ocorrência de uma determinada resposta através da apresentação de um estímulo (reforço positivo) após a emissão da mesma. A partir daí, com maiores chances de envolvimento na atividade, aumentam também as chances de auxiliar você a desenvolver um repertório de maior engajamento e autocontrole, modelando comportamentos, através do reforço diferencial de resposta progressivamente mais elaborada (Skinner, 2003), que possam favorecer a permanência em atividades de maior custo de resposta, porém, que produzam consequências, mesmo que remotas, de maior valor reforçador, contingente ao seu próprio comportamento. Ou seja, se envolver em atividades que produzam consequências com um maior nível reforçador, possivelmente você se sinta mais motivado e animado para conseguir fazer alguma coisa que procrastina se você se auto recompensar após terminar determinada atividade.


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