Estou sofrendo! Estou doente?

O sofrimento é uma experiência humana. Ela pode ser resultado do medo de situações ameaçadora a nossa vida, da tensão do mundo psíquico com o mundo externo, da perda do amor na realidade ou simbólico. Mas faz parte de nossa constituição enquanto sujeitos,da nossa inserção na sociedade, na cultura e nas instituições.

Freud em, O mal-estar na civilização, nos diz que a introdução do homem na cultura resulta em um mal-estar pois há um antagonismo inconciliável entre as exigências pulsionais e as da civilização, portanto para garantir as proteções da vida em sociedade o homem se sacrifica e renúncia da satisfação pulsional.

Assim, a experiência se impõe e precisa ser experimentada. Negar o sofrimento, buscar apagar a experiência, ou restringi-la a um processo de adoecimento coloca a pessoa que sofre no lugar do inadaptado, desajustado, aquele que desafina no coro dos contentes *. Alimenta a fantasia de que há uma vida sem dor, sem sofrimento, sem tristeza e aquele que não a encontrou tem um problema. Assim, aquele que sofre tem agora uma nova fonte de sofrimento, a culpa por não ser feliz.

Assim, minha aposta é na análise como forma possível encontrar novos destinos para as pulsões não satisfeitas, destinos não destrutivas e que retornem o sofrimento a uma condição de experiência humana suportável.


*Torquato Neto , um poema, Os Últimos Dias de Paupéria




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