Existe vida após o término?

A dor da separação é, muitas vezes, comparada ao sofrimento de uma pessoa diante da morte de um ente querido. Geralmente percebido como repentino, o término de um relacionamento é resultado de um processo longo que vai minando o convívio e reduzindo o prazer de viver àquela relação.

Parte da frustração diante o término dá-se pelo excesso de expectativas criadas pela idealização do "felizes para sempre". Poucas são as pessoas que conseguem viver uma relação amorosa como algo satisfatório e finito, enquanto for saudável para ambos. "[…] é a qualidade dos vínculos, que devemos saber romper quando se degradam. A brevidade não é um crime, assim como a persistência nem sempre é uma virtude: certos encontros fugazes podem ser uma obra-prima da concisão, deixando marcas para sempre, e convívios de meio século podem se revelar, às vezes, torturas de tédio e renúncia." (LINS, 2017) Perder um amor é extremamente doloroso. Mas permanecer em uma relação sem amor, sem reciprocidade, é um martírio desnecessário. Superar uma relação que chegou ao fim é muito mais do que esquecer. Ninguém esquece ninguém! Não é possível apagar da sua vida momentos vividos, sejam eles positivos ou não. Porém, é possível seguir em frente.

Ao terminar uma relação, para abrir-se a novas experiências e à descoberta de si e do mundo, podem ser consideradas algumas novas práticas ou ressignificados hábitos:

  • trabalhe em algo que te dê prazer;

  • tenha vida social, saia para conhecer lugares e pessoas novas;

  • tenha amigos com quem possa contar e viver bons e agradáveis momentos;

  • permita-se ter liberdade sexual para viver novas experiências; e,

  • tenha autonomia, entenda que estar solteiro/a não é sinônimo de solidão.


É necessário aprender a mudar de foco e de prioridades. Comece se escolhendo! Sua vida é mais do que uma relação que teve fim.

Fácil? Não é! Impossível? Não!

A questão é: se você quer novas paisagens, percorra novos caminhos!




REFERÊNCIA:

LINS, Regina Navarro. Novas Formas de Amar. 3. ed. São Paulo: Planeta do Brasil. 2017.



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