Filmes Reflexão: O Dilema das Redes




The Social Dilema

(O Dilema das Redes)

NÃO CONTÉM SPOILER


Sinopse:

O Dilema das Redes nos mostra como os magos da tecnologia possuem o controle sobre a maneira em que pensamos, agimos e vivemos. Frequentadores do Vale do Silício revelam como as plataformas de mídias sociais estão reprogramando a sociedade e sua forma de enxergar a vida.


Este é um filme/documentário original da Netflix e foi muito comentado ao ser lançado. Mas não irei dar spoilers, para que vocês possam ter a experiência de ver e se surpreenderem com os acontecimentos.


Este filme nos apresenta, através de relatos de pessoas que trabalharam diretamente em grandes empresas como a Google, Facebook, Instagram e Pinterest por exemplo, de como são construídos e estruturados os sistemas deles de forma que faça com que as pessoas passem cada vez mais tempo conectados. E o ponto que trazem a respeito é: Isto é correto ou ético?


Como comentei na publicação parte 02 do Matrix falando a respeito do logaritmo, estas empresas se aproveitam deste mecanismo para coletar o máximo de informações sobre o usuário (conteúdos que ele goste de ver ou o que pesquisa na internet) e toda essa informação volta para o servidor das empresas para que elas possam mostrar conteúdos relacionados ao que a pessoa anteriormente pesquisou.


Mas qual seria o problema disto? As empresas direcionam conteúdo que são do interesse da pessoa, isto não é bom?


O problema está na questão que ao mesmo tempo que é direcionado possíveis conteúdos que a pessoa vá querer ver, são empurradas propagandas pagas de produtos ou serviços de empresas e até mesmo informações falsas (fakenews).


O logaritmo não tem consciência de saber o que está direcionando para as pessoas, ele não tem censo crítico nem validação de informação para saber se o que ele faz aparecer para as pessoas são informações reais ou não. É apenas um programa que encaminha informações e propagandas a pessoas devido à similaridade de um conteúdo anteriormente visto.


Temos um problema que surge da indução na compra de produtos, este mesmo produto aparece várias vezes para as pessoas que acabam criando um desejo de possuir algo que não necessariamente precisam. Mas está questão do consumo irei abordar em breve trazendo outro filme.


A divulgação de informações falsas é perigosa, porque como as pessoas consomem aqueles mesmos conteúdo várias vezes, devido a quantidade de informações falsas referentes ao mesmo tema elas creem que se trata de uma verdade, por exemplo a questão da terra plana.


Outro problema causado pelo logaritmo é a polarização. Como já mencionei, só aparecem conteúdos relacionados ao que a pessoa procura, logo tudo que apresenta uma ideia contrária ao que ela acredita não lhe é mostrado. Porém quando é mostrado algo que ela não concorda é de alguma forma sendo criticado pelos próprios ideais que ela já tem. Sempre o mesmo lado da moeda, o pensamento critico fica de lado e apenas há a absorção do conteúdo.


Se vocês pensarem nos últimos dez anos aqui no Brasil dá para perceber bem essa polarização principalmente sobre a política. O diálogo fica cada vez mais difícil e muitas vezes impossível, onde o debate de ideias é deixado de lado e se parte para ofensas pessoais e em casos extremos até morte.


Certamente não da para ter um consenso sobre todos os assuntos discutidos, mas como vai ficando nossa capacidade de conseguir ouvir o outro mesmo não concordando sem partir para agressões? Tanto verbais quanto físicas? Nos isolamos cada vez mais perto daqueles que pensam igual, e no momento que vemos que não é igual o suficiente já cortamos relações e deixamos de ter contato. O logaritmo não necessariamente criou este problema, mas certamente o está piorando.



José Lincoln de A. Zago

CRP: 06/160548

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