Inteligência Emocional x Inteligência Intelectual


Desde criança somos estimulados a desenvolver nossa inteligência intelectual como se nossa mente fosse feita somente para ser produtiva, eficaz e rápida. Em contrapartida, nossas emoções e nossas relações afetivas foram deixadas de lado, foram negligenciadas.

Nos estimularam a sermos espertos, sagazes, perspicazes em nossas reflexões, análises e nas tomadas de decisões em relação ao trabalho, ás finanças e a tudo que se refere ao nosso intelecto.


E a nossa compreensão emocional? Foi pouquíssimo estimulada e, pior, foi desestimulada.

Resultado: Julgamos e rotulamos e somos julgados e rotulados o tempo todo. Não sabemos nada sobre a pessoa, mas nos achamos no direito de julgar e rotular apenas pelo que vimos superficialmente. Assim acontece conosco. Quantas vezes somos julgados pelo que não fizemos ou pelo que não somos de verdade? Percebam como nós sofremos e fazemos sofrer por pura ignorância. Muitas emoções e sentimentos são estimulados, como a raiva, o medo, a tristeza ou uma necessidade que não conseguimos nomear.


Outro exemplo do resultado da falta de Inteligência Emocional é o que um sistema binário nos torna. O sistema de ou é certo ou é errado. É preto ou é branco. Não nos damos conta de que entre o preto e o branco existem várias nuances, há vários tons de cinza. Essas variantes, mesmo que sutis, ditam se somos bem-dotados intelectualmente ou não. Se somos responsáveis ou “vagabundos”. Se somos bem-humorados ou apáticos. Rueiros ou caseiros. São tantos exemplos dessa dualidade que nos faz cair numa armadilha achando que não é possível sermos um executivo renomado e ao mesmo tempo um poeta. Ou cuidamos de nós mesmos ou dos outros e arcamos com as consequências de nos privarmos de nós ou dos outros, como se não fossemos capazes de cuidar dos outros sem nos anularmos. Cuidar de nós e ainda assim estar perto de quem amamos compartilhando nossas alegrias e conquistas.


Ao privilegiarmos o processo mental, pensando apenas nas questões intelectuais e nos esquecendo dos processos mentais emocionais, criamos um muro separando o intelecto do emocional; a cabeça do corpo; e continuaremos vivendo nesse impasse da dualidade.


Portanto, não podemos negligenciar nossas emoções e como elas nos afetam. Podemos, sim, e devemos cuidar de nós como um todo e não num processo fragmentado.

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