o amor na visão comportamental



“Amor é apenas uma palavra. O que existe é amar. O substantivo precisa se transformar em verbos: sentir e agir em relação ao outro de maneiras determinadas e específicas.”

Guilhardi, no texto “Mas se não houver amor...” diz muito bem sobre o que entendemos como o amar. Amar é um comportamento, como todos os outros que emitimos todos os dias.

Para entendermos quais são as maneiras determinadas e específicas para se amar, temos que entende-lo a partir dos três níveis de seleção de comportamento: a história genética, a história de vida individual e a cultura. Falaremos brevemente dos três nesse texto.

Na nossa história genética, amar foi um comportamento selecionado para perpetuar a espécie e também nos aproximar de outros indivíduos, facilitando a sobrevivência em grupo; devido aos tantos perigos e ameaças ambientais como predadores, intempéries e competição entre os pares.

Já na história de vida individual, podemos citar todas as experiências que passamos ou vimos alguém passar ao longo de nossa trajetória. Então, será que vimos demonstrações de amor saudáveis dos nossos pais? Ou mesmo aquele casal de amigos que convivemos, serão eles carinhosos e respeitosos? Dessa forma, fomos e somos expostos a modelos de comportamento sobre o que é amar.

Porém, nem sempre esses modelos nos influenciam de forma positiva. Muitas vezes, aprendemos o que é amar de formas distorcidas e não-saudáveis; porque é bem comum termos poucos ou nenhum exemplo de respeito, companheirismo, empatia e leveza em relacionamentos de pessoas próximas.

Quanto ao nível cultural, é comum as mídias mostrarem relações conflituosas, abusivas e até mesmo perigosas; o que também pode ajudar muitas pessoas a constituírem seus padrões relacionais não-saudáveis.

Vemos, então, que o processo de construir relações significativas, prazerosas e de qualidade muitas vezes vai ser complexo. Talvez seja até como nadar contra a corrente das nossas difíceis histórias de vida, poucos parâmetros de relações respeitosas... Mas difícil não é impossível.

E bom... Vale a pena poder chegar em casa e ter alguém que admiramos deitado(a) no sofá. Ter um relacionamento que nos faz sentir leveza, com problemas que possam ser resolvidos com diálogo e empatia deveria ser a realidade de muito mais gente.

Danielle Liz Rossignoli

Psicóloga CRP 18/04892

@descomplicandoac

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