O sintoma corporal e a psicanálise

A maioria das pessoas que chegam ao consultório de um psicólogo ou psicanalista passam por algum sofrimento. Em muitos casos, esse sofrimento está ligado a um sintoma físico, uma dor, algo que aparece no corpo. Esses sintomas podem ser os mais variados, desde falta de ar, alergias, dores difusas, questões com peso. Ou seja, uma infinidade de manifestações que podem, inclusive, ter um diagnóstico médico.

Então, qual o trabalho da psicanálise com pessoas que sofrem no corpo?

Devemos lembrar que o corpo e “mente” (preferimos subjetividade) não estão separados, fazem parte de uma única pessoa e se afetam mutuamente. Isso quer dizer que um processo de adoecimento no corpo não está separado do psíquico, pois esse corpo é de uma pessoa, que pensa, fala, sofre, tem medos, angústias, sobre o que acontece no corpo. Da mesma forma, quando falamos de algum sofrimento ou adoecimento psíquico, ele também está ligado a um corpo que pode manifestar esse sofrimento, principalmente se não encontrar na fala, uma forma de expressar isso que não vai bem.

Então, o trabalho da psicanálise é escutar o que essa pessoa tem a dizer sobre esse sintoma, o que ela pensa sobre ele, seus sentidos. Meu trabalho enquanto psicóloga, que segue a orientação psicanalítica, é escutar esse sintoma e compreender que ele fala sobre um sofrimento que pode ter encontrado nele (o corpo) a via para ser compreendido.

Através dessa escuta é possível que o sujeito possa se encontrar com os sentidos desse sofrimento, sintoma ou dificuldade e construir novos caminhos, novas formas para lidar com as dificuldades, que sejam mais saudáveis.













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