Por que o mundo virtual dos games é tão atraente e extremamente viciante?


Imagine poder viver livremente, fazendo tudo, absolutamente tudo que você quer, tendo a chance de reiniciar e fazer tudo de modo diferente, caso dê errado. Imaginou? Agora acrescente a possibilidade de você ter uma aparência desejada, usar roupas super transadas que sempre ficam boas em você, ou ter habilidades incríveis, poderes incríveis... Resumido, ser quem você quiser ser, sem preocupar com os outros, sem ser criticado, sem ter responsabilidades, sem magoar pessoas e nem se decepcionar. Conseguiu imaginar tudo isso?? Parece um sonho né? É quase isso, é uma realidade inventada.

Os jogos estão com gráficos cada vez mais parecidos com a nossa realidade, principalmente os chamados de mundo aberto ou simuladores de vida. A inteligência artificial também se aproxima com a nossa. Os personagens interagem com outros, onde você tem inúmeras possibilidades de respostas e ações, simulando emoções.

Voltando à realidade agora, imagine que você sinta que a sua vida é entediante, sem graça, ruim, triste, etc. E te oferecem essa "possibilidade" de ter essa vida "incrível" de forma virtual. É assim que a atração viciante dos games começa.

Qualquer tipo de jogo tem a função de recreação, é um momento para de divertir, se distrair, mas quando isso ultrapassa os limites do uso e entra no exagero, se torna um vício como drogadição e alcoolismo.

O contato com jogos eletrônicos, assim como jogos de azar, aumenta a produção de dopamina, um neurotransmissor que atua no sistema nervoso central (SNC), modulando as funções de neurotransmissão relacionadas, por exemplo, às emoções, à atenção, ao aprendizado e ao sono.

Certo, mas qual a relação da dopamina com o vício? A dopamina atua no chamado sistema de recompensa. "Ao realizar determinadas atividades, como beber quando se tem sede, a área tegmental do cérebro recebe os estímulos e ocorre a liberação de dopamina em determinadas regiões do cérebro, dando a sensação de prazer", diz Helivania Sardinha dos Santos, doutora em Biologia.

Dessa forma, o jogo eletrônicos se torna duplamente viciante: pelo atrativo psicológico que ele propõe e pela atuação neurológica em nosso sistema de recompensa.

Fique ligado! Jogar é bom e quase todo mundo gosta, mas com limite!

Até o próximo post! ;).


Luana Nogueira

@psicologa.luana.nogueira

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