Será a indiferença o mal do século? O sentimento que está tomando conta do nosso ser.

O mundo atual oferece muitas coisas para nossa satisfação imediata ou quase: recursos para ter o "corpo perfeito", carros cada vez mais modernos e bonitos, formas de encontrar seu par ideal, ferramentas para conseguir aquela carreira tão desejada.


Mas ao mesmo tempo em que ele oferta, ele exige: se você não estiver "em forma", dirigindo um bom carro com algum "bom partido" ao lado, e trabalhando num ótimo cargo em uma ótima empresa com um ótimo salário, é porque você fracassou. E essa sensação gera uma insatisfação, uma frustração enorme.


Para lidar com essa falta, estamos nos tornando indiferentes. Indiferentes à dor, ao sofrimento, ao outro. A indiferença é estimulada e exigida pela sociedade atual: não sofra, não sinta, não demonstre, não se apegue.


Com isso, temos uma falta de envolvimento generalizada, relacionamentos superficiais, dificuldade em sentir emoções, apatia, atitudes autodestrutivas, uso de drogas, uso descontrolado de medicamentos, suicídio.


Durante esse período de pandemia, percebemos que vidas estão sendo tratadas como qualquer coisa, o sofrimento do outro significa nada. Nos tornamos frios, insensíveis, indiferentes. O ser humano se transformou em que?



“Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa.” Clarice Linspector
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