Termos racistas que devemos mudar

Devido a mais de 300 anos de escravidão naturalizamos expressões consideradas racistas, que inferioriza e reforça o preconceito. São forma pejorativas e que diz sobre nossa sociedade e a maneira como agimos. * Mulata

Refere-se ao filhote macho do cruzamento de cavalo com jumenta ou de jumento com égua. A palavra remete à ideia de sedução, sensualidade.


*Cor do pecado

Reforça o imaginário da mulher negra sensualizada e objetificação do corpo feminino e preto. A ideia de pecado também é ainda mais negativa em uma sociedade pautada na religião, como a brasileira. *Cabelo ruim

São diversos termo semelhantes como fios “rebeldes”, “cabelo duro”, “carapinha”, “mafuá”, “piaçava” e outros tantos derivados depreciam o cabelo afro. Por vários séculos, causaram a negação do próprio corpo e a baixa autoestima entre as mulheres negras sem o “desejado” cabelo liso. As indústrias de cosméticos fortaleceram esse padrão de beleza e excluíam as negras.

*Não sou tuas negas

Escravas negras eram propriedade dos homens brancos e utilizadas para satisfazer desejos sexuais, em um tempo no qual assédios e estupros eram ainda mais recorrentes. Essa expressão retrata a mulher negra como se fosse qualquer uma ou como se pertencesse a todos.

*Denegrir

Sinônimo de difamar, possui na raiz o significado de “tornar negro”, como algo maldoso e ofensivo, “manchando” uma reputação antes “limpa”. Podemos pensar em formas de substituir e principalmente tirar do nosso vocabulário, isso contribui para que sejamos menos racistas. Psicologa Natália Menezes CRP 06/158371

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