Viver o amor “se aparecer”




Dia desses conversando com amigas a pauta do dia era relacionamentos. Umas namorando, também as solteiras curtindo contatinhos. Outras se aventurando em paqueras, algumas fechadas para balanço. E outras que não queriam relacionamento, mas que “se aparecer alguém legal então quem sabe”.

Essa última fala me chamou atenção. Das que não querem se relacionar, mas estão dispostas a abrir exceção dependendo do candidato. E para mim não fez sentido! Ou você quer algo ou não quer.

Se não quer se relacionar, como vai saber quando surgir um bom candidato? Como dará sequer a chance de saber se o cidadão se encaixa se você não está aberta a relacionamento? Contraditório. E outra, o que é um bom candidato? Bem, se a pessoa está disposta a abrir exceções por um partidão, então deve ter uma boa noção do perfil que espera. Ou ao menos deveria. Pois como sair do ponto inicial de “não quero uma relação” para o ponto de dar uma chance a alguém sem ter a mínima ideia do que busca em outra pessoa? Como medir se alguém vale a tentativa — quando você nem queria isso — sem ter uma boa régua? Sem ter a sua própria régua.

Talvez até tenha todo um perfil em mente. De qualidades desejáveis, afinidades, boa índole e tudo mais que considerar fundamental num parceiro. Mas se a pessoa não quer um compromisso no momento, entretanto tem toda uma lista recheada de atributos e pré-requisitos para abrir uma vaga no coração, então não seria o caso de querer sim um relacionamento, porém sem assumir para si mesma?

O mais crítico ainda está em: “Se aparecer”. Então agora vive-se a vida esperando as coisas caírem no colo. É viver a vida com base no que aparece ao invés de plantar e colher. Pessoas realizadas, em qualquer área da vida, não vivem de “se”, vão atrás. É delicado estar sempre em cima do muro esperando uma escada que te direcione.

“Se aparecer…” Então vive-se assim a vida amorosa. Quando o mais saudável seria a sinceridade consigo, assumir o que quer e tomar atitudes condizentes com isso. Pois para quem não sabe o que quer, qualquer coisa que aparecer serve.

Não admitir verdades para si é por ás vezes não saber mesmo o que quer. E até aí tudo bem, sem martirizar, tem que se acolher, afinal quem nunca se sentiu perdido seja no amor ou em qualquer outra coisa. Só que a armadilha começa quando se acostuma em viver perdido em si ou em cima do muro esperando que algo te tire de lá. Uma hora você cai desse muro ou ele desmonta sem você ter refletido no que queria e cair de paraquedas em situações dolorosas e indesejáveis.

Trabalhar o autoconhecimento e elevar a maturidade emocional são os possíveis caminhos. Refletir, se desarmar e encontrar as próprias respostas e direções ao invés de esperar elas virem magicamente até você. Pois levar a vida principalmente a amorosa na base do que aparecer, é de fato se render ao que aparece, seja a solidão ao invés de solitude ou vários pretendes que vão passando e só aumentando esse buraco que você tem no peito.

Camila Oliveira

Ressignificando a vida. Autoconhecimento. Tocar com palavras. Sentimentos, vivências e aprendizados. Instagram: ressignifica.vida / evoluamusa



Natália Menezes

Psicóloga CRP 06/158371

11 96421-9173

http://www.psicologanataliamenezes.com.br/

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